11 de dezembro – Dia do Engenheiro

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Tipos de Fundações – Parte II – Fundações Superficiais

O assunto hoje no Engenharia Civil Diária, vai ser sobre as Fundações Superficiais, dando continuidade a série de matérias sobre Tipos de Fundações.

As Fundações Superficiais ou Diretas, como já foi dito na matéria anterior, são fundações assentada nas primeiras camadas de solo, onde as cargas são transferidas ao terreno pela base do elemento estrutural. Abaixo listamos os tipos de Fundações Superficiais:

  •  Baldrames

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Baldrame

É um tipo comum de fundação para pequenas edificações. Constituída de uma viga, que pode ser de alvenaria, de concreto simples ou armado, construída diretamente no solo, dentro de uma pequena vala. É mais utilizada em casos de cargas leves como residência construídas sobre solo firme. Com tensão Admissível acima de 0,2 MPa.

Execução:

  1. Execução de um baldrame

    Execução de um baldrame

    Primeiro passo para sua execução é abrir uma vala de 20 cm de largura além da espessura das paredes que serão construídas. A largura total da vala não deve ser inferior a 40 cm, nem deve ultrapassar um metro.

  2. Depois, é preciso amassar o fundo da vala, para que sua superfície fique compactada e uniformizada. Em seguida, piquetes são cravados ao longo de sua extensão – eles servirão de referência para que o lastro de concreto fique nivelado e uniforme.
  3. Em sequência, deve-se jogar uma camada de 10 cm de brita no fundo da vala, que será bastante socada, até que penetre na terra.
  4. Paralelamente, é montada a armadura, posicionando os estribos, que ficam amarrados em barras horizontais com arame recozido, no espaçamento determinado pelo projetista. As fôrmas da sapata também são preparadas, com tábuas, sarrafos e desmoldante.
  5. Depois de posicionar a armadura na vala, começa a concretagem, adensando bem o concreto com barra de aço após o lançamento de cada lata. Para eliminar bolhas de ar, utilize um vibrador e alise a superfície com uma colher de pedreiro.
  6. Procedimento de cura úmida do concreto segue por três dias. Para manter a umidade constante, é preciso molhar com água, sem encharcar, duas vezes ao dia, em média. Se o clima estiver muito quente e muito seco, pode ser necessário adicionar água outras vezes.
  7. Após 24 horas de realizada a concretagem, já é possível iniciar a execução da alvenaria de embasamento, assentando sobre a sapata os blocos de concreto, com argamassa de assentamento. Um nível ou mangueira transparente farão a checagem nos cantos.
  8. Após os três dias, as fôrmas são retiradas e executa-se uma cinta de amarração, na última fiada da alvenaria de embasamento, antes da parede da casa.
  9. Por fim deve-se fazer a impermeabilização do baldrame.
  • Sapata

Sapata

Sapata

As Sapatas são elementos de fundação superficial dimensionada de modo que as tensões de trações resultantes resistam através de uma armadura disposta com essa finalidade. A sapata é armada somente em sua parte inferior.

As sapatas são divididas em três tipos: Sapata isolada, sapata corrida e sapata combinada. Onde as sapatas isoladas transmitem os esforços de um único pilar, a corrida fica sujeita a ação de uma carga distribuída linear ou de pilares ao longo de um mesmo alinhamento. E as sapatas associadas, é uma sapata comum a mais de um pilar, normalmente utilizada quando a distância entre duas ou mais sapatas é pequena.

Execução:

  1. Execução Sapata

    Execução Sapata

    Deve-se abrir os buracos para as sapatas, de modo que ele fique um pouco maior que as ferragens.

  2. Molhe o fundo do buraco e coloque uma camada de 5 cm de concreto magro.
  3. Assente a ferragem e encha o buraco com concreto gordo
  4. Vá sacudindo a ferragem conforme despejar o concreto, para que ela suba um pouco e fique totalmente envolvida.
  5. Soque o concreto com um tubo de ferro se não possuir vibrador elétrico. Do contrário, o concreto ficará com bolhas e rachará. Não despeje o concreto de uma grande altura, ou as pedras, mais pesadas, cairão, ficando a nata de cimento por cima.
  • Bloco

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Bloco de Fundação para 4 estacas

Elemento de fundação responsável pela transferência das cargas provenientes dos pilares e vigas baldrame para a fundação profunda (estacas). Suas dimensões variam basicamente com os esforços transferidos, com as características do solo e com a solução de estacas adotada.

Execução:

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    Execução Bloco para 3 estacas

    Marcação do eixo e faces laterais no terreno (base da sapata);

  2. Escavação do bloco (com ou sem escoramento lateral);
  3. Verificação se o solo previsto para a cota de apoio é compatível com a capacidade de carga do projeto;
  4. Execução da forma lateral do bloco;
  5. Execução do lastro no fundo do bloco (concreto magro);
  6. Colocação das ferragens do fundo (pé-de-galinha) e ferragens de espera do pilar;
  7. Concretagem – concreto ciclópico, observar cuidados com a concretagem; e
  8. Desforma e reaterro.
  • Radier

Radier

Radier

Radier é um tipo de fundação rasa que se assemelha a uma placa ou laje que abrange toda a área da construção. Os radiers são lajes de concreto armado em contato direto com o terreno que recebe as cargas oriundas dos pilares e paredes da superestrutura e descarregam sobre uma grande área do solo.

Execução:

  1. Execução radier

    Execução radier

    Marcar as cotas de nivelamento;

  2. Se necessário, realizar o nivelamento do terreno;
  3. Assim feito o nivelamento, é realizada a compactação do terreno com o rolo compressor. Para analisar se o solo possui 95% de compactação, nesse passo é realizada a extração do solo onde o rolo compressor mais afundou para o laboratório analisar;
  4. Conferir o nível após a compactação;
  5. Abrir vala em todo o perímetro do radier;
  6. Abrir valas para passagem de tubulações hidráulicas;
  7. Inserir as formas nas valas para delimitar o radier;
  8. Fazer o alinhamento em vários pontos do perímetro do radier, com utilização do gabarito e do prumo de face;
  9. Após o alinhamento, fazer o nivelamento da forma e, se necessário, utilizar calços para nivelar. Para conferir, usar o nível laser;
  10. Lançar em toda a área do radier um lastro de brita de 7 cm, evitando assim o contato entre a armação e o solo;
  11. Nas tubulações de hidráulica, ao invés de brita, usar cimento misturado com areia;
  12. Então, nesse passo você lança brita com terra nas tubulações;
  13. Após o lastro de brita, lançar uma lona em toda a área do radier para ajudar na impermeabilização;
  14. Para fixar a armação, utilizar caranguejos metálicos que ajudam a fixar armadura e mantém o distanciamento entre o solo;
  15. Antes de concretar, tampar e fixar as tubulações de hidráulica;
  16. Lançar, espalhar e nivelar o concreto para finalizar o radier.

Fontes: Meia Colher,  ConstruFacilEngenharia Minuto

As áreas de engenharia com mais vagas abertas

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Em uma recente pesquisa pelo site de buscas de emprego Adzuna, foi possível classificar as áreas das engenharias em que se tem mais oportunidades de vagas abertas. Foram analisadas mais de 6 mil vagas anunciadas online em diferentes cargos de engenharia em todo o Brasil e foi relacionado o número de vagas com o salário e região.

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Engenharia civil é a que tem o maior número de posições abertas, com 25% do total das vagas analisadas. As Engenharias Elétrica e Química apresentam as maiores médias saláriais da pesquisa. Fonte: Adzuna

As áreas de engenharia que mais estão contratando são: Engenharias Civil, de Produção, da Computação, Mecânica, Elétrica e Química. Das seis especialidades analisadas, as oportunidades de Engenharia Civil representam 25% do total de anúncios de vagas. Apenas a capital de São Paulo tem mais de 500 vagas para engenheiros Civil.

A segunda área em engenharia com o maior número de vagas abertas é a de Produção. Com 19,8% to total de vagas disponíveis para candidatura online, os profissionais desse ramo de otimização de processos encontram mais vagas no Sudeste e Sul do Brasil. Se formos olhar para as médias salariais, porém, elas variam bastante entre si, sendo que as médias para Engenharia Civil e de Produção chegam a ser 20% menos que o salário médio das seis áreas no Brasil.

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São Paulo e Rio são as capitais com o maior número de vagas para engenheiros. Fonte: Adzuna

A área que tem a média salarial mais alta é a Elétrica, com R$3,164.00. Engenharia Química é a que possui a menor porcentagem de vagas abertas pelo Brasil, 8,2%, mas esta logo depois da Engenharia Elétrica com a segunda maior média salarial, R$2,981.00.

A média salarial nas engenharias em todo o Brasil chega a R$2,723.

Ao todo, 67% das vagas de engenharia estão na região Sudeste, sendo que as capitais São Paulo e Rio de Janeiro concentram boa parte dessas vagas. O Norte do Brasil é o que tem o menor número de vagas abertas, com apenas 3% do total das vagas analisadas.

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71% das vagas disponíveis para contratação online estão na região Sudeste. Fonte: Adzuna

 

Fonte: Adzuna

 

 

 

Liga – A construção conectada

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Hoje o Engenharia Civil Diária, traz um pouco sobre a mais nova plataforma que compartilha conhecimentos e conecta todos do setor da construção civil, sendo a primeira rede social do setor. A Liga – A Construção Conectada, foi criada com a intensão de integrar todo o setor da construção em uma unica rede social.

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Cada profissional ou empresa pode ter sua própria página gratuitamente, em seu perfil o usuário pode customizar sua rede escolhendo os interesses a serem seguidos, podem ter uma biblioteca particular, que é onde pode-se guarda os links das matérias de seu interesse, possibilitando o acesso a qualquer momento. A Liga ainda possui ambientes fechados onde é possível criar seus próprios grupos, e ainda conta com a função de busca de fornecedores.

Para fazer parte da Liga, acesse: www.construliga.com.br

Faça seu cadastro gratuitamente, e crie sua pagina, escolhendo os assuntos que mais lhe interessa, em seguida você já pode ver o que estão postando na rede, os conteúdos de especialistas e empresas, você também pode postar, compartilhando conhecimentos com todos da rede.

Faça parte da Liga agora mesmo!

Passos básicos para fazer um cronogama de obra

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Um cronograma  de obra bem elaborado é fundamental para atender os prazos, controlar o financeiro, programar compras, gerir e contratar mão-de-obra e prevenir conflitos entre atividades. Por esses motivos grandes obras contam com equipes de engenheiros de planejamento controlando a execução de toda construção. Hoje o Engenharia Civil Diária, trás alguns passos para elaborar um bom cronograma de obra.

Para que serve o cronograma de obra?

O cronograma de obras tem como principal objetivo organizar as etapas de um projeto em diferentes categorias, garantindo que determinados prazos sejam atendidos e concluídos em um tempo adequado.

  • Organizar o tempo
  • Atender os prazos
  • Controlar o financeiro
  • Programar compras
  • Gerir e contratar mão de obra
  • Prevenir conflitos entre atividades

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O que deve conter no cronograma?

De maneira simplificada, o seu cronograma se caracterizará como uma planilha em que estarão descritos os serviços necessários para a execução dos trabalhos, bem como os custos previstos e os prazos para conclusão de cada um. Geralmente, os serviços são organizados de forma linear no cronograma, ou seja, primeiro se descreve as tarefas preliminares e depois são explicados os processos finais de acabamento.

Definir as Atividades

O objetivo é construir a chamada Estrutura Analítica do Projeto (EAP), que nada mais é do que a listagem de todas as atividades necessárias para entregar o projeto finalizado. Não se preocupe com a relação do que vem antes ou depois, o importante neste passo é garantir que a lista esteja completa. Utilize as seguintes técnicas pra elaborar a EAP e garantir que você não se esqueceu de nada:

  • Analise todo o escopo das plantas disponíveis (projeto de arquitetura, estrutural, elétrico, hidráulico, drenagem, etc.) e do orçamento da obra;
  • Faça o desdobramento ou decomposição de alguns itens;
  • Utilize padrões, modelos ou templates de outros projetos semelhantes já executados;
  • Sempre consulte a opinião especializada de profissionais com mais experiência.

Sequenciar as Atividades

Nessa etapa  você precisa definir o relacionamento entre as atividades, isto é, qual atividade ocorre depois de outra. Considere nesse processo:

  • Quando uma etapa inicia após o fim de outra;
  • Quando duas etapas devem começar juntas;
  • Quando duas etapas devem finalizar juntas;
  • Aplicações de antecipações e atrasos.

Estimar as Durações das Atividades

Aqui você deve estimar a duração de cada etapa da obra. Pode-se estimar as durações por 3 formas:

  • Estimativas análogas: em uma obra semelhante, a pintura dos apartamentos durou 1 mês e meio, logo adotarei 1 mês e meio na minha obra;
  • Estimativas paramétricas: o piso cerâmico do apartamento de 100 m² foi feito em 5 dias, logo, no apartamento de 60 m² vou adotar 3 dias.
  • Opinião especializada: consultei um engenheiro de fundações e ele estimou que as sapatas levarão 20 dias úteis para serem executadas.

Desenvolver o Cronograma

Com a EPA finalizada e com todas as durações das atividades que serão desenvolvidas, deve ser criado o cronograma. Praticamente todos os profissionais fazem uso de ferramentas para os desenvolvimento de cronogramas, como MS Project, Primavera, ou mesmo o Excel porque mostram graficamente o sequenciamento das atividades do projeto.

Ao inserir os dados no programa escolhido, ele fornecerá a primeira versão do cronograma da obra. Quando você terminar os ajustes e definir a versão final do cronograma, você terá a “Linha de base do cronograma” ou “baseline”, isto é, o cronograma de “partida” ou referência para desenvolvimento do projeto. Você terá também informações de quais atividades serão criticas, aquelas que não possuem folgas, são essas atividades que se atrasem acabam atrasando o obra inteira.

Tipos de britas

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A Brita é classificada como um agregado, produzida a partir de rochas maiores extraídas de pedreiras e fragmentadas após um processo de qualificação industrial. Ela possui várias classificações de acordo com o tamanho dessas fragmentações, e cada tamanho tem seu uso especifico na construção civil.

De acordo com a NBR 7525, as britas são classificadas em:

  • Pó de Brita

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    Pó de brita

Tem malha de 5 mm, de é  muito utilizado nas usinas de asfalto, para calçamentos com base asfáltica e de concreto para obtenção de textura fina, assim como em calçadas. Também é usado na fabricação de pré-moldados e como estabilizador de solo, na confecção de argamassa para assentamento e emboço.

  • Brita nº 0 ou Pedrisco

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Produto de dimensões reduzidas de malha de 12 mm, muito requisitado na fabricação de vigas e vigotas, lajes pré-molduradas, intertravados, tubos, blocos, bloquetes, paralelepípedos de concretos, chapiscos e acabamentos em geral.

  • Brita nº 1 

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    Brita nº 1

Sua malha é de 24 mm, e é o produto mais utilizado pela construção civil, muito apropriado para fabricação de concreto para qualquer tipo de edificação de colunas, vigas e lajes assim como em diversas aplicações na construção de edificações de grande porte.

 

  • Brita nº 2
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Brita nº 2

Malha de 30 mm, e ela é voltada para a fabricação de concreto que exija mais resistência, principalmente em formas pesadas. Usada para a fabricação de concreto bruto, para maior resistência, e na construção de fundações e pisos de maior espessura.

  • Brita nº 3
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Brita nº 3

A malha  com 38 mm, é mais utilizada para mas em obras de base, como aterramento, nivelamento ferroviário e na instalação de drenos.

  • Brita nº 4 e 5
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Brita nº 4

As britas 4 e 5 tem granulométrica de 50 a  76 mm e 76 a 100 mm, elas são muito utilizadas para ETE (Estação de tratamento de esgotos), drenos, reforços de pista e fossas sépticas.

Confira abaixo uma tabela resumo do tipo de brita e sua utilização:

Brita Granulometria Malha Utilização
Pó de Brita 0 a 5 mm 5 mm Confecção de asfalto e concretos em geral: lajes pré-moldadas ou para estruturas de ferragem, artefatos de concreto (pré-moldados), chapiscos.
Brita nº 0 9,5 a 4,8mm 12 mm Confecção de massa asfáltica e concretos em geral: lajes pré-moldadas, estruturas de ferragem densa, artefatos de concreto (pré-moldados), chapiscos e brita graduada para base de pistas.
Brita nº 1 19 a 9,5mm 24 mm Confecção de massa asfáltica e concretos em geral: lajes pré-moldadas, estruturas de ferragem densa, artefatos de concreto (pré-moldados), chapiscos e brita graduada para base de pistas.
Brita nº 2 25 a 19 mm 30 mm Confecção de concreto em geral e drenagem.
Brita nº 3 25 a 50 mm 38 mm Reforço de subleito para pistas de tráfego pesado e lastros de ferrovias.
Brita nº 4 50 a  76 mm Malha Fossas sépticas, sumidouros, gabião, reforço de subleito para pistas de tráfego pesado e lastros de ferrovias.
Brita nº 5 76 a 100 mm Malha Gabião, concretos ciclópicos, calçamentos de ruas e drenagem.

Estimativa de custo de uma obra

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Na matéria de hoje traremos uma ajuda para fazer uma estimativa do custo de uma obra, explicaremos um método simples, que é através do CUB de uma região. Com esse cálculo é possível ter uma ideia aproximada de quanto custará a obra antes mesmo que ela tenha projetos ou um orçamento mais detalhado.  Lembrando que pode haver desvios no valor final do custo com a realidade, pois podem existir alterações de materiais e acabamentos, diferença no preço de mão de obra, entre outros imprevistos que possam surgir durante a obra, que são custos que aparecem em um orçamento mais detalhado da obra.

Com base no CUB (custo unitário básico) podemos fazer uma estimativa do custo da obra através de sua área. O CUB é um numero calculado e publicado mensalmente pelos Sindicatos da Industria da Construção Estaduais (Sinduscon) que mantem uma referência dos preços de obras em determinadas regiões. São realizadas cotações de materiais, mão de obra e equipamentos necessários para se construir projetos padronizados, esses custos são divididos pela área construída das edificações, o resultado é divulgado pelos sites dos Sinduscon em R$/m².

Para começarmos o cálculo precisamos ter em mente as seguintes informações, que serão usada para o custo:

  • Padrão da construção;
  • Tipo de uso;
  • Número de pavimentos;
  • Área total.

O CUB considera as seguintes tipologias para e siglas para construções padrões:

Residencias

  • Residência Unifamiliar – R1
  • Prédio Popular – PP4
  • Residência Multifamiliar – R8 e R16
  • Projeto de Interesse Social – PIS
  • Residência Popular – RP1Q

Comerciais

  • Comercial de Andares Livres – CAL8
  • Comercial de Salas e Lojas – CSL8 e CSL16
  • Galpão Industrial – GI

Obs.: Os números de cada sigla representa a quantidade de pavimentos da obra.

Também é considerado o padrão de acabamento, que é dividido em baixo, médio e alto.

Projetos - padrão residencial Fonte: Sinduscon - BA

Projetos – padrão residencial
Fonte: Sinduscon – BA

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Tipos de Cimento – Parte 2

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Em Novembro publiquei a matéria Tipos de Cimento, a matéria de hoje é o complemento com alguns outros tipos de cimentos existentes usados na construção.

Cimentos Asfálticos

  • dCimento Asfáltico de Petróleo (CAP): A obtenção de asfalto é realizada através da destilação de tipos específicos de petróleo, na qual as frações leves (gasolina, diesel e querosene) são retiradas no refino. É um material termos sensível utilizado principalmente para aplicação em trabalhos de pavimentação, pois, além de suas propriedades aglutinantes e impermeabilizantes, possui características de flexibilidade e alta resistência à ação da maioria dos ácidos inorgânicos, sais e álcalis. O cimento asfáltico pode ser encontrado em diversos graus de penetração, de acordo com sua consistência. Os CAP’s que são produzidos e comercializados no Brasil seguem a classificação por penetração. São eles:
  • CAP 50-70: apresenta penetração a 25ºC entre 50 e 70 décimos de milímetro. É o tipo de CAP mais utilizado no Brasil;
  • CAP 85-100: apresenta penetração a 25ºC entre 85 e 100 décimos de milímetro. Está na faixa de penetração dos CAPs mais utilizados atualmente na construção de barragens. Apesar de constar na especificação da ANP (resolução ANP Nº 19 de 11/07/2005), é pouco comercializado no Brasil.
  • CAP-DOP:  é um composto orgânico tenso ativo derivado do óleo de xisto. Adicionado ao CAP em misturas asfálticas, ele tem a função de conferir a aderência do ligante às superfícies dos agregados que, por características mineralógicas, tenham deficiência de adesividade, além de permitir uma durabilidade maior da massa asfáltica devido à sua maior resistência à desagregação. É de fácil miscibilidade no asfalto, não afeta as especificações do ligante e resiste às temperaturas usuais de emprego.
  • CAP-FIX: Proporciona a aderência do ligante a todo tipo de agregado mineral. Sua utilização é recomendada para os mesmos serviços que o ligante convencional, ou seja, misturas a quente, pré-misturado a quente (PMQ), areia asfalto e concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ) e tratamentos superficiais por penetração direta ou invertida. Este CAP permite uma durabilidade maior do pavimento devido a sua maior resistência à desagregação; possibilita o uso de agregados de má adesividade; e dispensa o uso de agentes de adesividade, eliminando sua adição no canteiro de obras.
  • CAP FLEX: CAPs com adição de polímeros. Estes produtos modificados apresentam desempenho superior aos CAPs tanto em baixas como em altas temperaturas. É recomendado em curvas de pequeno raio ou que são submetidas a grandes esforços; em pavimentos altamente drenantes; em corredores de tráfego muito intenso e cargas elevadas, visando reduzir ou até eliminar as deformações permanentes; em pistas especiais.
  • CAP PLUS:  Asfalto modificado por uma substância natural hidro carbonada, composto principalmente por asfaltenos e resinas com alto grau de aromaticidade. A utilização deste CAP reduz a formação de trilha da faixa de rodagem, melhora a adesividade ligante-agregado, reduz a susceptibilidade térmica e dá maior resistência às cargas. Estas melhorias não alteram, porém, a vida de fadiga. É recomendada para rodovias de alto tráfego, corredores de ônibus, interseções de rodovias, portos e para os casos em que o pavimento seja submetido a elevados esforços.

Cimento Aluminoso

Os concretos aluminosos têm como matéria-prima básica os cimentos de aluminato de cálcio e agregados naturais especiais e/ou sintéticos, materiais que protegem a estrutura concretada em ambientes de extrema agressividade, aumentando sua vida útil e melhorando a relação custo-benefício. É uma argamassa colante industrializada de alta resistência química e térmica. Altamente flexível e aderente. Indicada para assentamento de cerâmicas anticorrosivas em pisos e paredes de áreas internas e externas de ambientes que entram em contato direto com ácidos e bases, tráfego pesado e altas temperaturas, como cozinhas industriais, laticínios, indústrias alimentícias, frigoríficos, cervejarias, destilarias, hospitais, laboratórios, lavanderias. Resistente ao contato com substâncias corrosivas de pH3 até pH11.

Cimento expansivo

base-de-concreto-demolida-a-frio-imagens-site-furofixSão cimentos hidráulicos que, ao contrário do cimento Portland, se expandem durante os períodos iniciais de hidratação, após a pega. É utilizado para partir, cortar ou demolir rocha, concreto e concreto armado, exercendo nas paredes do furo que o recebe uma força unitária superior a 8000 ton./m2, que induz a fraturação do material. Pode ser aplicado independentemente do utilizador ou da situação, pois o cimento expansivo é seguro, silencioso, não provoca projeção de detritos, levantamento de poeiras, formação de gases, ou qualquer tipo de vibrações. Para usar cimento expansivo não é necessária licença como acontece com o explosivo. A ação de demolição ou corte pode ser interrompida a qualquer momento; basta retirar o produto inserido no furo perfurando-o novamente. Não existem problemas particulares para a conservação com o cimento expansivo desde que as embalagens não sejam violadas e que sejam conservadas em lugares secos.

wnvuwraqbrbCimento Branco
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